Projeto Ação Coletiva Comida de Verdade (ACCV) divulga relatório com resultados de pesquisa e indicativos para ação

Informações mapeadas pelo ACCV irão compor a base de dados para construção de uma Tipologia da Inclusão Produtiva Rural (TIPR) 

O Projeto Ação Coletiva Comida de Verdade: aprendizagem em tempos de pandemia disponibilizou na última sexta-feira (01/11) o relatório final do mapeamento  que identificou 310 iniciativas de sistemas agroalimentares protagonizadas por organizações, redes e movimentos da sociedade civil nas cinco regiões do Brasil. O relatório apresenta em suas considerações finais as premissas, desafios, experiências e caminhos para a construção de políticas públicas de abastecimento alimentar mais democráticas. 

Logomarca do Projeto Ação Coletiva Comida de Verdade: um circulo com três mãos dentro, dando destaque ao trabalho coletivo. Ao lado das mãos, também na parte interna do círculo, alimentos naturais, como beterraba e abacate. Na parte externa, a descrição do nome do Projeto "Ação Coletiva Comida de Verdade".

Os resultados do relatório partem da premissa de que a crise sanitária de Covid19 produziu impactos que demandaram outras formas de pensar a sociedade, em especial o alimento e a alimentação como comida de verdade, considerando-os essenciais para a manutenção da vida e, portanto, um direito humano. Nesse sentido, o documento chama atenção para a necessidade de o Estado superar práticas que tentam fragmentar ou setorizar ações do campo popular. 

Resultados de Pesquisa e Indicativos de Ação – Ação Coletiva Comida de Verdade: Aprendizagem em tempos de Pandemia

ACCV é destaque no jornal Folha de S. Paulo 

O crescimento da fome no contexto de alta da produção de alimentos no país, a adequação das medidas sanitárias para a logística de abastecimento mediante as novas formas de distribuição, especialmente dos mercados digitais, e os decretos que priorizaram a comercialização de alimentos em supermercados em detrimento de feiras livres são indicados no relatório como alguns dos desafios a serem superados. 

O documento destaca, ainda, que as experiências mapeadas são indícios de um nova realidade alimentar, pois “buscam garantir o alimento a “quem precisa””, e evidenciam o protagonismo dos seus autores. Além disso, tais experiências ajudam a promover uma reterritorialização dos sistemas agroalimentares. 

A emergência dessas alternativas traz de novo ao debate a noção de território, seus ativos econômicos, sociais e naturais, que favorecem, na dimensão alimentar, as relações entre quem produz e quem consome”, Relatório ACCV.

Como indicativos de ações, o relatório da ACCV destaca que a tríade entre política, Estado e sociedade pode ser um caminho viável para a construção de sistemas alimentares democráticos. Nesse sentido, o relatório chama atenção para a reconstrução de políticas públicas e a reativação de programas de abastecimento alimentar que já levaram o Brasil a ser considerado um exemplo mundial.

BASE DE DADOS

Tomando como base os dados mapeados pelo Projeto Ação Coletiva Coletiva Comida de Verdade (ACCV) e outros quatro projetos de iniciativas populares para construção de sistemas agroalimentares, o Projeto de Tipologia da Inclusão Produtiva Rural (TIPR) e sua indecência em políticas públicas de desenvolvimento rural sustentável construirá uma matriz que indique os níveis de inovação inclusiva dessas experiências. O objetivo da Matriz TIPR é fornecer subsídios para o aprimoramento ou construção de politicas públicas de desenvolvimento rural sustentável.

A partir das experiências mapeadas pelo ACCV nas regiões Norte, Sul e Nordeste do Brasil, a equipe acadêmica do projeto TIPR analisará como as iniciativas populares para as três áreas prioritárias para a Inclusão Produtiva Rural (IPR): 

  1. Aumento da produtividade dos pequenos negócios agrícolas; 
  2. Aperfeiçoamento de estratégias de acesso à mercados; 
  3. Inclusão produtiva associada à promoção de segurança alimentar.

Para cada área prioritária, a equipe acadêmica identificará níveis de inovação inclusiva, que que corresponde a todo novo produto ou processo produtivo que busca satisfazer as necessidades de populações de baixa renda ou escolaridade. O projeto teve início em setembro de 2021 e seguirá até julho de 2022.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*
*