Sobre a RETE

A Rede Brasileira de Pesquisa e Gestão em Desenvolvimento Territorial (RETE) é uma Sociedade Civil constituía em 23 de novembro de 2015 segundo seu estatuto. Como pessoa jurídica de direito privado e fins não econômicos, sua duração é indeterminada.

A visão da RETE é consolidar-se como uma Escola de Pensamento sobre Desenvolvimento Territorial que produza conhecimento e informação para o aprimoramento e criação de estratégias para um desenvolvimento inclusivo e sustentável. Nesse sentido, a RETE é integrada por docentes de ensino superior ou pesquisadores em instituições públicas e privadas, e também por profissionais que exerçam atividades compatíveis com seus objetivos.

Embora a criação estatutária da RETE tenha ocorrido em 2015, sua origem remonta ao ano de 2014, a partir da iniciativa de um grupo de professoras e professores que, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e o CNPq, realizou uma série de pesquisas para avaliar o Programa Desenvolvimento Sustentável de Territórios Rurais no período de 2009 a 2011.

No marco do Sistema de Gestão Estratégica desse Ministério, coordenado pela Secretária de Desenvolvimento Territorial, foram executados trabalhos de campo em 37 territórios rurais, o que permitiu obter dados sobre o avanço do Programa e, além disso, desenvolver instrumentos que atualmente são considerados pioneiros na avaliação da gestão territorial.

O trabalho interdisciplinar realizado por esse grupo de professores permitiu a revisão de referenciais, ideias e a formulação de perguntas sobre a abordagem territorial para o desenvolvimento rural. Essa atuação motivou o início de um trabalho em Rede, ao qual vem se somando um número significativo de especialistas na temática territorial de diferentes universidades do Brasil.

Dessa forma, em 2015 a RETE executou o projeto “Doze anos do Desenvolvimento Rural Sustentável, Como vamos?”, uma pesquisa comparada, financiada pelo Centro Latino-Americano de Desenvolvimento Rural – RIMISP. A finalidade foi estudar o Programa Desenvolvimento Sustentável de Territórios Rurais em oito casos localizados nas cinco macrorregiões do Brasil.

Estabeleceu-se uma parceria com as Redes de Pesquisa e Gestão Territorial da Colômbia e México com o objetivo de realizar intercâmbios, desenvolver projetos de pesquisa comparada e eventos acadêmicos. Nesse sentido, em 2014 foi realizado na Cidade do México o primeiro Congresso entre Redes. A segunda edição ocorreu em 2015 em Bogotá, e o terceiro Congresso Internacional Gestão Territorial para o Desenvolvimento Rural se deu em Brasília, em outubro de 2016 (http://rete.inf.br/congresso2016/).

Além disso, em parceria com o Centro de Pesquisa em Inovação, Gestão e Sustentabilidade da UnB está em andamento a estruturação de um observatório da gestão territorial alimentado por uma rica base de dados sobre dinâmicas econômicas, sociais e ambientais de territórios brasileiros que ajudará nas pesquisas e formulação de políticas públicas para o desenvolvimento rural.

Missão

A Rede Brasileira de Pesquisa e Gestão em Desenvolvimento Territorial (RETE) tem por missão atuar na gestão e na construção de conhecimento e informação sobre dinâmicas territoriais, visando o aprimoramento e criação de estratégias que favoreçam um desenvolvimento inclusivo, sustentável e solidário.

Entre suas principais ações estão:

*Promover a realização de estudos, pesquisas e formação que favoreçam o conhecimento das dinâmicas territoriais em suas dimensões sociais, econômicas, políticas, educacionais, institucionais, ambientais e culturais, que contribuam com o desenvolvimento inclusivo, sustentável e solidário;

*Realizar ações de pesquisa, gestão e formação sob a perspectiva territorial levando em conta os processos, situações e contextos que ocorrem num espaço determinado, como sua produção e transformações;

*Realizar ações que contribuam para a construção e disseminação de conhecimentos, informações e instrumentos que, de maneira contextualizada, favoreçam o desenvolvimento de habilidades para a gestão territorial e iv) realizar ações que favoreçam a ampliação da participação da sociedade nos processos de desenvolvimento territorial.

Texto: Ana Cristina Rosa